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Maternidade

Obstetra que tricota gorros para recém-nascidos

Depois de uma onda forte que me deu um caldo daqueles que nos faz perder o controle do corpo, enche nossas roupas de banho de areia e faz os joelhos saírem ralados de rolar na areia da praia, tenho tentado me cercar de histórias boas.

Vou contar algumas aqui que li há tempos e tô aqui relembrando…

Um obstetra chamado Robert Sansonetti, mais conhecido como “Dr. Bob”, acompanha partos há 20 anos. Enquanto suas pacientes estão em trabalho de trabalho (pode demorar!), ele tricota gorros para os bebês que estão prestes a chegar. Em tempos de um Brasil campeão de cesáreas, de partos conduzidos por violência obstétrica, mulheres com medo de parto normal por causa do mal entendimento e falta de informação, saber que alguém encara essa espera fazendo o bem e dando um pouquinho de si pro outro, faz um pedacinho do meu coração voltar pro lugar. Tudo teve início no Natal de 2010, quando o Dr. Bob contou aos filhos a história “Hat Heads”. Era a história de um homem que aprendeu a tricotar sozinho e, a partir daí, começou a fazer chapéus diferentes. Uma linda forma de esperar o tempo do bebê. Uma gentileza incrível dar um presente feito à mão numa época em que tudo é rápido e automatizado. Para retribuir, as famílias costumam dar um novelo de lã ao médico pra que ele possa continuar essa gentileza.

Lembro também de um comentário da Izabela Cardozo. Ela contou que seu obstetra, ao lhe dar alta, lhe entregou uma carta para que fosse aberta pela criança quando completasse 15 anos. O conteúdo, não sabemos. Mas, tenho quase certeza de que foi algo incrível. Aliás, cartas manuscritas estão em extinção e eu, saudosista que sou, valorizo esses gestos e procuro retribuir esse carinho. Tenho todas as cartinhas das minhas amigas do Ensino Médio guardadas numa caixa azul. Uma carta escrita à mão é um convite para dar aquele sorriso de canto de boca olhando pro papel, para deitar na cama afofada e sonhar acordado olhando pra um monte letras que transbordam carinho que escapam de mãos amorosas. É só isso: papel, caneta e dedos que registram ali o que a boca não foi capaz de falar. Vai lá, escreva uma carta à mão hoje.

CAFÉ DA MANHÃ À BRASILEIRA | BRASIL À GOSTO

A Nísia me contou uma história impressionante há uns dois anos. Ela optou por uma parteira, parto domiciliar. Durante o trabalho de parto, que durou umas oito horas, a parteira preparou uma mesa de café junto com as pessoas que estavam lá pra comemorar o nascimento daquele bebê. Tudo bem que a parteira gosta de cozinha, mas, convenhamos, não é um mimo? Fez café, bolo de fubá, arrumou uns queijos, frutas, fez suco de melancia. Quando o bebê nasceu, além da alegria que é ter um filho novinho em folha nos braços, a comemoração foi em volta de uma mesa toda cheia de carinho, com comida preparada por mãos que cozinham e recebem bebês.

“Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer.”
Michel Odent

 

 

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