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Educação

Prevenção do Suicídio

A essa altura, a maioria das pessoas já viu “13 reasons why”. Nos últimos dias, textos e opiniões brotaram na Internet. Textos de especialistas, educadores, psicólogos e psiquiatras.

Eu, particularmente, achei uma irresponsabilidade mostrar a cena quase que didática de como cometer suicídio. É como mostrar alguém que morreu de overdose e divulgar o que tomou e a quantidade da substância. É irresponsável, pra dizer o mínimo.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, em sua cartilha para profissionais da imprensa, “carregar a reportagem de tensão, por meio de descrições e imagens de amigos e familiares impactados, acabe por encorajar algumas pessoas mais vulneráveis a tomarem o suicídio como forma de chamar a atenção ou de retaliação contra outros”.

O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. São, pelo menos, 32 mortes a cada dia. A cada ano cerca de dez mil suicídios são registrados no Brasil. No mundo inteiro – pasme! – o número de suicídio é quase inacreditável: uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos, mais de um milhão por ano.

Diante da gravidade do assunto, em vez de analisar a série, prefiro focar na prevenção do suicídio:

  • Caso você, em algum momento, pense em suicídio, procure o Centro de Valorização da Vida, que atende por telefone, via Skype, e-mail e também oferecem atendimento presencial.
  • Caso seja uma emergência, ligue imediatamente para o 141. Eles vão te atender com toda a empatia e compreensão necessárias no momento.
  • Caso você seja um profissional da imprensa, você precisa ler a cartilha sobre como abordar o suicídio na
    imprensa, preservando o direito à informação e colaborando para a prevenção.
  • Se você é professor, leia o manual de prevenção do suicídio para professores e educadores.
  • Existe também uma cartilha bastante útil para toda a população chamada “Suicídio: Informando para Prevenir“.

Acho importante ressaltar que não há um responsável pelo suicídio de alguém. Não adianta tentar achar culpados. O suicídio geralmente ocorre quando o indivíduo já tem algum transtorno como depressão ou transtorno bipolar, por exemplo, que são problemas de saúde tão graves quanto outras doenças. É necessário ajuda médica e especializada. Algumas vezes é preciso tratar com medicamentos. Precisamos quebrar o tabu e falar sobre isso. Nenhum sintoma deve ser tratado como algo menor ou sem importância.

Favoritos da Dany
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