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Balanço de 2016

Que ano difícil! 
Um ano cheio de obstáculos, de superação, de choro, de vontade de sumir.
  • O ano começou difícil. O Estado do RJ deu uma rasteira em todos parcelando nosso 13º salário de 2015 em cinco vezes e pagando todo mês com atraso. Por conta disso, encaramos uma greve no início do ano de cinco meses. Cinco meses de uma greve na educação que não foi bem sucedida. 

  • No período da greve, minha mãe operou o joelho. Ficou praticamente sem andar por uns dois meses. Como é ela quem fica com Caio e Artur pra eu trabalhar, eu simplesmente não teria quem ficasse com eles. Se não fosse a greve, eu estaria lascada. Não teria quem cuidasse da minha mãe nem quem ficasse com meus filhos. E é nessas horas que a gente vê que realmente estamos sozinhas. 

  • Depois da greve, conheci bem meus alunos. Que pessoas incríveis! Conheci cada um, aprendi com todos e me aproximei muito deles. 

  • Pela primeira vez, vi meu filho ir pra recuperação final em Matemática. Uma sensação de impotência, de tristeza, sem poder ajudar… Angústia grande, mas ele passou. Rumo ao último ano do Ensino Fundamental. Vem 9º ano! 

  • Fui convidada pelo Huffpost Brasil pra fazer parte da equipe e ganhei um espacinho lá. Pra quem escreve, foi um presente.

  • No início do ano, minha loja bombou muito. Bombou no nível: não segurei a onda, rs. Por conta de cuidar da minha mãe e sem ter quem ficasse com os meninos, tive que fechar a loja, mas volto em 2017.

  • Foi o último ano do pimpolho em casa 100% do tempo. Em 2017, vai pra escola. Foram 3 anos de Tutu em casa. Eu me planejei pra isso e deu muito certo. Tive horas de exaustão e arrependimento por não ter matriculado na escola logo. Tive horas de agradecer por poder ficar com ele em casa por 3 anos. 

  • Vendi alguns livros e comprei tantos outros. Li muito sobre comida, alimentação, receitas novas. Continuei amando a cozinha e quase não tenho mais industrializados em casa. Isso me deixa bem feliz e me faz sentir potente diante de tanta porqueira que a indústria enfia na nossa goela. 

  • Caio fez 13 anos e comemoramos em casa com 5 amigos convidados, que comeram pizza com ele, cantaram parabéns e dormiram aqui. Uma zona deliciosa de adolescentes! Artur fez 3. Desanimei totalmente de festa. Já falei que foi um ano solitário, né? Não quis fazer festa. Renato comprou um bolo, enfeitei com uns dinossauros de Artur mesmo e cantamos parabéns.

  •  Quis mudar Caio de escola, mas achei melhor segurar a onda já que ele tá indo pro último ano do Fundamental. Resolvemos mudar só no Ensino Médio. Achei uma escola pra Artur que contempla o que eu espero dela: brincadeiras, lanche saudável igual pra todos e nada de cobrir pontinhos nem material didático. Que seja uma bom ano pros dois. Difícil fazer escolhas que envolvam a vida deles. 

  • Por mais um ano, Renato foi meu melhor amigo, meu parceiro, o melhor pai e marido que ele pode ser. Eu não sou perfeita. Nem ele. Juntos, estamos aprendendo e caminhando. Completamos, em 2016, 15 anos de união. Brigamos, nos apoiamos, seguramos a onda, seguimos. Obrigada, Renato, por ser uma das melhores pessoas na minha vida. 

Eu detesto fazer previsões e criar expectativas, mas vou escrever três coisas aqui que pretendo pra 2017 e depois, no final do ano, eu volto nesse post pra ver se fiz alguma coisa que planejei, rs.
  • Quero retomar a loja. Pretendo fazer disso minha principal renda. Estava indo tudo ótimo e eu joguei pro alto. Tenho que botar a loja na ativa de novo.
  • Quero dar aula de Inglês pra Caio em casa com o foco em temas que realmente gerem reflexão.
  • Quero começar a escrever um livro. Não sei como se faz pra publicar, pra editar, pra que alguém queira ler, mas quero escrever. Pretendo levar dois anos escrevendo, planejando e revisando. 
Que 2017 venha com paz pra todos nós!
Os dois que me movem, que me fazem querer continuar, que enchem meus dias de sorrisos e cansaço.

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