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Por que meu filho não precisa aprender a ler e a escrever na Educação Infantil

Não é difícil achar mães e pais de crianças com menos de seis anos que andam afoitos para que eles aprendam logo na Educação Infantil letras e números, conteúdos específicos e que tenham acesso ao ensino de Inglês. Isso é reflexo do mundo competitivo em que vivemos. É preciso saber mais que o outro, mais rápido, da melhor forma possível. Nossas crianças não podem “ficar pra trás”. As escolas, claro, de olho no lucro (pouco importa a criança), procuram atender a demanda. Quem manda é o cliente! Se for preciso ensinar inglês, espanhol e mandarim pra crianças de 1 ano pra fisgar mais uma mensalidade muito bem paga, que assim seja! 
Eu poderia citar mil estudos que indicam que a alfabetização precoce não é vantajosa, mas achariam rapidamente o contrário: estudos que indicam exatamente que alfabetização precoce é incrível. Então, não vou me prender a provar cientificamente que alfabetizar antes dos seis anos é bom ou ruim. Um estudo assim depende de muitas variáveis e uma metodologia bastante certeira. Então, prefiro refletir sobre os efeitos de ensinar leitura e escrita precocemente.
A primeira reflexão que precisamos fazer é a seguinte: meu filho de 4 anos PRECISA saber ler e escrever? Pra quê? Ele pode aprender isso depois? Se sim, por que não? É uma vontade minha ou dele? Os estudos sobre aquisição da linguagem indicam que aprender a falar a língua materna acontece naturalmente. Aprender a escrever, não. Esse processo envolve desviar o pensamento para a escrita, que não acontece naturalmente. Escrever é uma técnica, um artifício engenhoso pra fabricar a fala. Além disso, antes de escrever, é preciso aprender um código complexo e ter maturidade suficiente pra entender cada “peça” desse código. Então, não é natural. Exige esforço, concentração e coordenadora motora bem desenvolvida. Em vez de estar aprendendo algo tão complexo como a escrita aos 4 anos de idade, as crianças poderiam estar jogando bola, mexendo na terra, correndo, aprendendo a relacionar-se com o outro, ouvindo histórias, desenhando livremente. Vejo a aprendizagem da escrita na Educação Infantil como tempo roubado. Um tempo que não vai mais voltar. Se há um período dedicado para esse fim (o 1º ano do Ensino Fundamental), por que não não esperar? Pra que a pressa? O que farão as crianças no 1º ano se já sabem o que deveriam estar aprendendo?
O segundo ponto e mais importante pra mim: algumas crianças não têm maturidade, interesse ou coordenação motora fina desenvolvida para começar o processo da escrita. Claro! São muito novinhas. Elas não têm mesmo obrigação de nada disso. Na falta desses três itens citados e uma professora tendo que dar conta do que planejou, do currículo ou do sei lá o quê que a escola exige, a culpa cai sobre a criança. E decretam: essa criança não aprende, é hiperativa, não se concentra… E dá-lhe ritalina! Isso cria uma ansiedade nos pais (por que só meu filho não consegue?), a escola quer jogar a culpa pra alguém (procura um psicólogo!) e não preciso nem dizer que a maior vítima é a criança. Antes de começar a desenhar a letra “a”, é preciso correr muito, pular, saltar, dançar, cortar papel, amassar papel, pintar com tinta, pintar com giz, pintar com lápis, desenhar, recortar, se abaixar, levantar e tudo mais que envolva motricidade. As crianças deveriam ser expostas a todas essas atividades muitas e muitas vezes antes de começarem a pensar no a, e, i, o, u. 
Ensinar letras, números e inglês na Educação Infantil é querer inserir a criança no mundo adulto o mais rápido possível. Já vemos isso acontecer nas roupas adultizadas, nas danças, na adultização precoce. E, claro, queremos logo que aquele mini ser tenha uma agenda digna de executivo e que aprenda logo os códigos do mundo adulto. Querer fazer uma criança de 3 anos sentar, ler e escrever é, pra mim, querer apagar a primeira infância. A primeira infância deveria ser dedicada a brincadeiras e à liberdade. Querer colocar esse peso do mundo adulto nas mãos pequeninas de crianças que ainda estão trocando pelo na fala é um equívoco tão grande quanto exigir delas atitudes adultas. 
Eu desejo um mundo que respeite cada fase da criança, que respeite seu ritmo e seu direito de ser criança. 
   
78 comments
  1. Dalmaci Novaes

    Não concordo, mas respeito a opinião. Ninguém de fora deve se meter em como educar o seu filho. Minha filha de 5 anos sabe ler, escrever, fazer contas básicas (de um dígito), e é extremamente feliz e curte muito a infância!!
    O fato de uma criança ser inteligente e aprender mais cedo não sacrifica a infância. Não criem estereótipos, cada criança é diferente!
    Abraços a todos, sejam felizes e criem seus filhos da maneira que acharem melhor, mas sempre estejam presentes, isso sim é importante!!

  2. Maria Elvina Mendes

    Eu fui alfabetizada aos seis anos. Antes disso, brinquei na lama, corri, brinquei de carrinho, de amarelinha, de bambolê, de casinha, com massinha de modelar, giz de cera, lápis de cor, recortei e dobrei muito papel. Com sete anos, fiz meu primeiro cachecol de tricô. Com oito anos, já sabia toda a tabuada. Hoje sou uma adulta viciada em livros e em escrever, faço artesanato para relaxar. Eu brinquei muito no tempo certo. Eu posso afirmar com 100% de certeza, que eu tive infância.

  3. Du

    Moramos na Nova Zelândia e aqui as crianças vão oficialmente pra escola com 5 anos (antes é creche, jardinzinho, educação infantil enfim) e é com 5 anos que começam a aprender as letras e números. Meu filho já soletra qualquer palavra em inglês e português, sabe ler algumas palavras e começa a entender a soma de números, e ele está amando!!! Não vejo problema em no Brasil isso acontecer só com 6 anos. Mas vejo que com 5 eles já tem curiosidade e aprendem letras e números com muito entusiasmo! Agora antes dos 5 anos, acho mesmo exagero!

  4. Rafael

    Meu filho já conhecia diversas letras aos 3 anos. Conhecia por curiosidade e iniciativa própria. Hoje, com 5 e em processo formal de alfabetização, tem um imenso prazer ao reproduzir cada letra por conta própria.

    Lendo esse texto repleto de amor, mas completamente desprovido de embasamento técnico (nenhum link para um único estudo indexado em fonte séria com revisão de pares que seja), vejo que meu pequeno está no caminho certo.

    Não existe fórmula magica para criar uma pessoa. E na balança, forçar a colocação do prazer (e amor) em prato oposto da educação formal (científica) me parece pouco honesto.

  5. Lud Arce

    Temos refletido sobre esta questão exaustivamente…E na minha prática como professora de educação infantil dá rede municipal, concordo com a reflexão e digo que letramento é sim imprescindível, pois prepara a criança para a fase dá alfabetização – a qual tem do 1o ao 3o ano para acontecer. Na educação infantil, eles precisam ouvir texto e observar suas funções, conhecer os objetos de escrita – as letras e os algarismos, sempre ressaltando suas funções, sem expor mas vivendo as diversas situações em que veem letras ou números. Sem deixar as brincadeiras, os jogos, a coordenação, e todas as linguagens que devem ser ministradas. O ludico é aliado. Já ouvi relatos de ex alunos que passaram pela alfabetização tranquilamente, pois os estímulos necessários estavam bem trabalhados…Mas infelizmente tenho colegas que adotam Caminho Suave e letra curvisa numa etapa 2 (5 anos)… é triste.

  6. Jose Tadeu

    Muito o texto. Porém precisamos ter um olhar sobre o desenvolvimento humano para a sociedade, a prefeitura de São Paulo realizou a reorganização escolar levando crianças de 5 anos para escola, automaticamente tiramos as atividades dirigidas em relação a escrita da educação infantil pq não podemos alfabetizar as crianças. Quando chega na 1 série as crianças não sabem segurar no lápis e não tem noção de espaço, porém na educação fundamental o ciclo é automático e empurramos os alunos com dificuldade para os anos seguintes. A pergunta que fica, nase regiões perifericas de São Paulo quem vai pagar esta conta no futuro?

  7. Unknown

    Como mãe e professora, eu concordo plenamente em deixa-los ser crianças, curtir a infancia sem sofrer pressão para algo que não os é necessario. Portanto, Minha filha aprendeu a ler aos 4anos por pura curiosidade e vontade de ler seus proprios livros, sem contar, que o próprio ambiente da nossa casa é alfabetizador, porém,nunca forçamos ela a nada, ela teve vontade própria e quiz saber mais sobre as coisas que a cercavam…

  8. Nalú E Silva do Amaral

    Eu não concordo com o que foi dito, acho que foi totalmente destorcido dá forma que foi colocado, faz 25 anos que sou professora de educação infantil e estou na turma do nível II é III, e os estudantes tem aula de inglês, o primeiro contato com as letras é através do seu nome, pois torna-se significativo. É realizado de forma lúdica e na brincadeira, e eles brincam com terra, correm, fazem brincadeira dirigida, enfim a infância não está sendo roubada não. Minha opinião é experiências de 25 anos de Ed infantil.

  9. Ana Carla dos Oliveira Santos

    O que tenho percebido é que aos 7/8 anos, no 2o. ano, se a criança não estiver lendo com certa fluência, entonação, pontuação, ficará muito difícil entender os textos de história, geografia e ciências… nessa idade já tem que usar a leitura como meio para aprendizagem de outras matérias. Acho que 1 ano não é suficiente para se adquirir essa fluência, portanto na minha opinião há sim muitas vantagens na alfabetização precoce. Não é necessário privar as crianças de brincar na lama, subir em árvore, brincar livremente, só porque vai aprender a ler. Não se gasta tanto tempo assim para ensinar a ler… E depois que a criança estiver lendo, ela vai ler livros infantis e não a Folha de São Paulo! Não entendo quando dizem que aprender a ler insere a criança no mundo dos adultos… a gente não lê os livrinhos para elas? Será que elas não gostariam de não depender de um adulto para ler as historinhas? Ensinei meu filho a ler em casa aos 5 anos (o processo durou uns 3 anos) e hoje aos 8 anos vejo como ele ganhou tempo de ser criança, porque consegue estudar bem mais rápido e com mais eficiência que seus colegas.

  10. Ju

    Por acaso a sua filha aprendeu a falar português com quantos anos? É muito fácil para uma criança aprender uma lingua. É natural…elas aprenderão muito mais fácil do que quando crescerem.

  11. Unknown

    Indiscutível a compreensão em relação às crianças. Elas precisam brincar. A brincadeira é uma das suas principais atividades. No entanto, este texto induz a muitos equívocos. Primeiro porque retira da escola a sua principal função – ensinar – e da criança sua principal atividade – aprender. Segundo apresenta uma concepção ultrapassada do processo de alfabetização como desprovido de ludicidade e alegria para aquelas pessoas que estão envolvidas diretamente na relação ensino-aprendizagem. Para mim, este texto é interessante porque impulsiona o debate. Mas, perigoso porque traz argumentos que encantam a leigos e também fortalecem didáticas perversas, tendo em vista que justificam a ausência de projetos verdadeiramente emancipatórios. Eis minha contribuição para pensarmos que as crianças amam brincar porque aprenderam a brincar e, pela brincadeira, aprendem a viver em sociedade e a se (auto)sustentar como pessoa humana… A escrita e a leitura as atividades primordiais para a constituição da autonomia, da cidadania (conceito tão complexo e tão caro) e da democracia (outro palavrão tão complexo e tão bizarramente necessário).

  12. guilherme polonio modenese

    Sou professor de educação infantil e penso que o problema não está em ensinar leitura/escrita precocemente e sim em julgarmos a criança de capaz ou incapaz, melhor ou pior, mais lenta ou mais rápida que seus colegas, jamais devemos compara-las. Esta é a atenção que devemos ter.

  13. Aletramento Materno

    Primeiro, o que há de pesquisas científicas sobre ensinar bebê a ler foram feitas a partir de 1960, sendo Glenn Doman o pioneiro e maior referência sobre o tema. Segundo, estamos falando da real possibilidade da criança ter acesso a brincadeiras e brinquedos de leitura e a real capacidade da criança assim chegar a saber ler muito antes de completar seis anos de idade. Sem precisar deixar de vivenciar todas as outras brincadeiras de criança. A verdade é que o que prevalece é a perda da infância com muita brincadeira, desde bilu bilu, e nada consiste em mostrar os caminhos que a criança pode, quer e deve percorrer com um mediador que facilite as oportunidades para que a criança realmente aprenda a ler. Ler para a criança não é ensinar a ler. Respeito é dar água a quem tem sede. E criança que tem a oportunidade de ver a escrita de forma organizada para ela desde bebê sabe logo que muitas coisas são escritas e que podem ser lidas. Logo tem sede de saber. Mas quando pede para aprender, quase sempre por volta de quatro anos, é informada por leigos que precisa esperar chegar aos seis anos. Quando e quem inventou a idade certa para aprender a ler? E por que aprender a ler e a escrever simultaneamente? Veja isso e muito mais no livro Aletramento Materno, leia tudo sobre o que Gleen Doman realizou e veja quem realmente respeita a capacidade das crianças e suas potencialidades. Se um dia alguém enriquecer com aprendizado de leitura vai ser bom para todos, principalmente para os futuros leitores. Primeiro pesquise para depois dar seu parecer. O que o senso comum pensa e o que você está reforçando é que não sabe por que, como e quando realmente a criança pode, quer e gosta de aprender que a escrita foi criada para facilitar a comunicação e resolver e melhorar muito a nossa percepção sobre as coisas e as pessoas. Isso o bebê aprende logo que consegue relacionar o nome oral ao escrito de tudo que está ao seu alcance. Para adquirir meu livro entre em contato por e-mail aletramentomaterno@gmail.com
    Lembramos que o que mais há de pesquisa científica sobre educação versa sobre déficit de aprendizagem, dislexia, entre inúmeros temas relacionados. A exploração de cursos para passar no Enen e entrar para faculdade particular é gigante, reforço escolar ocupa um tempo enorme de milhares de crianças, baixa autoestima grita nos lares aos 7 e 8 anos de idade de crianças de comunidades carentes ou lares problemáticos, filhos de drogados sofrem com transtornos que podem ser amenizados quando aprendem a ler com tenra idade. São inúmeros os benefícios de ensinar uma criança a ler desde bebê. É melhor ler mais e pesquisar sobre a importância do ensino da leitura para o bebê do que dar ou aceitar opinião sem fundamento. Mesmo que pareça que o bebê tenha dificuldade de aprender, pense se realmente você acredita que ele não saberia apontar a palavra banana depois de ver, ouvir e comer ao longo de 6 meses. Depois imagina se ele perguntará sobre as letras, falará e dirá com que letras se escreve banana.
    Poder ler fluentemente conforme a Fernanda lê na reportagem do Aletramento
    Materno TV Brasil, que está no YouTube qualquer criança pode ter, mas alguém precisa saber ensinar. Faça um bebê aprender a ler e garanta o sucesso dessa criança que certamente, conforme geralmente acontece com quem sabe ler, esbanja inteligência em várias áreas e cuide de fortalecer a inteligência emocional para equilibrar com as outras. As escolas/creches que enriquecem ensinando bebê a ler fazem bem ao indivíduo e a sociedade, mais são muito poucas diante das necessidades e de quem tem compromisso com o sistema que só quer enfraquecer a Educação e usar o maior meio de ensino como forma de manutenção de subdesenvolvimento.

  14. Adriana Maia

    voce misturou um pouco os assuntos sem mto criterio. Concordo plenamente que forçar a aquisiçao da leitura é escrita nao faz sentido. Mas privar e corresponder a alguma curiosidade natural tb não faz da mesma forma. Ha criancas é criancas. Vai da sensibilidade dos pais é escola guia-las na medida de seu interesse. Nao podemos deixar de levar em consideraçao a época q vivemos onde o acesso, o contato com dispositivos eletronicos é com a informaçao é inevitavel é faz parte da vida. Natural q a curiosidade apareça mais cedo. Desafio para nos pais é educadores é direcionar é balancear esse interesse. E ao mensionar o ensino de ingles por exemplo. Depende de como isso está inserido. Se for de maneira ludica, fazendo parte da comunicaçao no ambiente nao vejo problema algum. E natural pra crianca é facil pra ela ouvir outra lingua desde cedo. Sem prejuizos.

  15. Thalita Aguiar

    Não concordo com tudo que foi escrito,pois é uma opinião pessoal da escritora sem nenhum embasamento científico, a criança pode aprender a ler e escrever sem perder a infância, quem disse que isso não pode ser ensinado através de brincadeiras? Outra coisa que acho por exemplo que é uma peculiaridade das novas gerações, a minha filha por exemplo nunca estudou já faz muitas coisas que eu vejo crianças na escola não fazer, por exemplo ela escolhe vídeos em inglês no YouTube pq ela gosta nunca ensinei isso. Acho que essas gerações mais recentes tem alto poder intuito que não tínhamos como mexer em um celular sem nunca ninguém ter ensinado. Acho que isso é uma questão de mudança de hábitos sociais, temos sim que aprender a lidar com isso e não voltar para idade da pedra, a criança pode aprender muita coisa brincando a minha filha fica super feliz quando aprende algo e eu compartilho dá felicidade dela. Ela ama que eu leia historinhas e muitas vezes pego ela com os livrinhos abertos fazendo a mesma coisa com as bonecas e isso não foi eu que obriguei ela gosta, ela pede. Tudo nessa idade é legal para eles porque é novo.

  16. Unknown

    Concordo, mas quanto ao ensino do inglês eu o defendo como sendo importante. O inglês ou qualquer outro idioma estimula o aprendizado e se é ensinado de maneira natural e prazerosa com certeza dá ótimos resultados. Tudo no ritmo da criança, sem cobranças e sem traumas.

  17. Fatima Silveira

    Jean Piaget, em seus estudos, já dizia que a criança, tem seu tempo de desenvolvimento e a aprendizagem e esse tempo deve ser respeitado para um desenvolvimento saudável. Freud, também diz isso, nas fases do desenvolvimento. A boa saúde mental,social e orgânica estão diretamente relacionadas com as fases do desenvolvimento. Por tanto apressar a criança é queimar fases. Por tanto devesse oferecer possibilidades, mas não tornar isso uma obrigação para a criança de desenvolver às espectativas dos adultos. Cada criança tem seu tempo para adquirir habilidades, e a.média,para desenvolver a leitura segundo esses estudiosos é mais ou menos aos 7anos. Embora a humanidade esteja vivendo a revolução tecnológica, os bebês ainda são feitos, nascem e se desenvolvem como no tempo de Jean Piaget e Freud. Nada mudou apenas apenas foi acrescentado a tecnologia. Cabe aos pais repensarem se vale a pena tirar de seus filhos toda a fantasia, os sonos e vontades próprios de um bebê.

  18. Meus alunos na educação infantil descobriam a leitura aos 5 anos. As histórias, o contato com os livros, a contração da sua identidade a partir do próprio nome, sobrenome e do nome dos colegas fazia com que eles rapidamente desvendassem o mistério da leitura. Chegavam ao 1º ano pra formalizar e sistematizar o que já estava internalizado. Minha filha, não seria diferente: começou a ler e escrever "sozinha". Será? O passeio que ela fazia nos livros de história que tínhamos em casa fez com que ela descobrisse a leitura da mesma forma que meus alunos, sem que eu, nem um dia sequer, me debruçasse pra ensinar qualquer vogal que fosse. Meu cansaço no fim do dia era demais pra isso rsrs
    Enfim, tomei um susto quando ela leu um outdoor no meio da rua aos 4 anos… em casa, fui investigar e descobri que ela já estava na fase silabico-alfabetica…
    também não sou a favor de inserir uma criança tão pequena na complexidade da alfabetização da forma que vemos em algumas salas de aula. Porém, sou totalmente a favor de mergulhar com ela no mundo da leitura… quando a gente se dá conta, estão lendo… e em muitos casos, escrevendo…

  19. Adriana colen

    Acredito que hoje as próprias crianças querem aprender e o bom é que podem fazer isso de uma forma divertida e sem cobrança…cada um no seu tempo…no final todos estão iguais…começar cedo ou não vai de cada criança mas acredito que muitos pais se impõe a isso devido à sociedade de hoje. Hoje não cobro meu filho só acompanho… Minha humilde opinião….

  20. *jaqueline*

    Sou professora de inglês e trabalho com educação infantil desde 2012. O ensino de línguas estrangeiras nessa fase(de forma lúdica) contribuie para o desenvolvimento cognitivo das crianças e, se desenvolvido de forma correta( com músicas, jogos, brincadeiras), é muito prazeroso para as crianças.

  21. Unknown

    acho que a alfabetização precoce só é interessante no momento em que a criança pede pra mãe ou prof. explicar e ensinar o que está escrito em determinado lugar. Nesse caso a alfabetização não seria um caso de obrigação e sim de prazer. Concordo que o processo de alfabetização nas escolas devem acontecer no momento certo (afinal são anos de historia da educação que mostram o melhor caminho pros pequenos)…

  22. Luciléa

    Eu acho que temos que respeitar o tempo de cada criança. Meu filho de seis anos entrou antes do tempo no 1* ano, mas porque ele demandava muito mais do que a série que ele estava, ele queria aprender a ler, fazer contas mais elaboradas e já até pediu a professora para aprender a continha de subir os números. Lê os textos e interpreta muito bem, é muito curioso. Mas tenho uma filha de 4 que ainda não se interessa tanto pelo estudo, então estou procurando respeitar o tempo de cada um e sabendo a diferença de interesse que cada um tem. Porque tem criança que pode ter alta habilidade e ficam desinteressadas por atividades muito simples, não sei se é o caso do meu filho, mas ele mesmo diz que não quer voltar ao primeiro ano por causa da idade, porque ele diz que já sabe ler e escrever muito bem, agora ele diz que quer aprender mais, veio dele, não forço nada, mas tb não quero que ele se sinta desestimulado, voltando para uma série que ele já aprendeu.

  23. professor.otavio

    eu discordo disso, e a prática está se mostrando contrária à essas teorias. O avanço de certas habilidades cognitivas, como a Matemática, de Linguagem de Programação, de Línguas Estrangeiras, etc, se desenvolve muito mais fácil até os 8 anos, e o interesse também. Quando se resolver avançar nos estudos nessa fase (até uns 10 anos) e desacelerar no ensino médio (quando outros interesses ocorrem e estudar torna-se um fardo), teremos um ensino muito melhor, mais eficiente e respeitando os ritmos biológicos de cada indivíduo

    1. Unknown

      E adianta correr com informatica, inglês etc..as vezes com um método inadequado pra idade se a criança não tem a oportunidade de se socializar e desenvolver a motricidade pra isso?

  24. Unknown

    Excelente reflexão. "Eu desejo um mundo que respeite cada fase da criança, que respeite seu ritmo e seu direito de ser criança."

  25. cLAUDIA MARTIMIANO MOREIRA

    Concordo e procuro fazer tudo isso com meu filho de 5 anos. Mas infelizmente essa é a realidade das escolas. Ou você se insere nela ( observando sempre seu filho sem que sofra) ou muda de escola…pois hoje as crianças de 5 e 6 anos já lêem.

  26. Simone farias da silva

    Adorei o texto, e infelizmente e principalmente em escolas particulares todos esses fatos acontecem de fato, passei por osso com a minha filha, pediram p que eu levasse minha filha no neuro pediatra, oftalmologista e por último em uma psicopedagoga, a frustração e cobrança foi de mais que até acabei por decidir trocar a minha filha de escola no meio do ano, e foi o melhor que eu fiz porque ela conseguiu aprender a ler, ela está no 2 ano e tem 7 anos, a cobrança erra tão grande que ela falava que não conseguia ler na escola pq tinha medo de errar.

  27. RENATA SÁ

    Realmente, a Educação Infantil é uma fase importantíssima para a criança desenvolver a coordenação motora fina, grossa, desenvolver os sentidos, reconhecer expressões faciais…conhecer o mundo em que vive. Temos que respeitar cada fase, sem a loucura de querer competir quem aprende primeiro.
    Vamos deixar elas serem crianças…não adulto em miniatura!

  28. Angela

    Concordo com você! Quando me posicionei contrária à escola que inseriu inglês na educação infantil para crianças de 3 anos, as outras mães quase me mataram. É bom encontrar quem tenha o mesmo pensamento 🙂

  29. Tânia Cruz

    Belíssima reflexão..
    Acho que tudo tem seu tempo.. A infância e curta e tempo de brincar e explorar o mundo, desenvolver o cognitivo.
    Ler e escrever tem o tempo certo.
    Criancas não são produtos. Cada uma tem seu tempo …

  30. Juliane

    Estou concluindo minha terceira pós-graduação e meu artigo tem como tema A Antecipação da escrita na Ed. Infantil…está sendo maravilhoso pesquisar sobre o tema assim como este teu texto foi….

  31. adriana forte

    Como gostaria de ter lido este texto há 18 anos. Teria deixado meus filhos serem de fato mais crianças. Crianças de lama, de tinta, de areia de tudo que faz parte do universo infantil. Muito bom o texto.

    1. Aletramento Materno

      Os meus brincaram com tudo, fizeram natação, futsal, vela , tênis, judô, curtiram clube, vídeos, grama, festas, amigos, viagens, praia e sabiam ler antes de 5 anos porque ensinei. Agora ajudo minha filha a ensinar ao meu neto, eles moram no Alasca. É lindo ver nossos filhos adorando ler e todos os benefícios que proporciona. A escola é só um lugar para aprender algumas coisas. Muito deixa a desejar no quesito leitura, entre outros. Apesar deles terem frequentado boas, muito boas.

    2. Aletramento Materno

      Os meus brincaram com tudo, fizeram natação, futsal, vela , tênis, judô, curtiram clube, vídeos, grama, festas, amigos, viagens, praia e sabiam ler antes de 5 anos porque ensinei. Agora ajudo minha filha a ensinar ao meu neto, eles moram no Alasca. É lindo ver nossos filhos adorando ler e todos os benefícios que proporciona. A escola é só um lugar para aprender algumas coisas. Muito deixa a desejar no quesito leitura, entre outros. Apesar deles terem frequentado boas, muito boas.

  32. LETICIA BRAGANÇA SRA.MASTROIANNI

    Concordo plenamente, como mãe e professora que já teve contato desde a Ed. Infantil até a EJA…meu filho leu aos 4 anos, por vocação própria e incentivo da escola. Jamais por uma imposição.
    Só penso que a escrita não existe para fabricar a fala, até porque uma independe da outra, embora depois de certo tempo, caminhem juntas.
    A escola tem que andar mais devagar, no tempo das crianças, voltar ao primitivo, às sensações, pisar na terra, observar a natureza, o humano. Tanta tecnologia é necessária?! É inegável a habilidade das gerações mais recentes em relação à ela, mas chegará um ponto que será necessário voltar ao humano, natural…e acho que o momento é agora, pra que eles saibam a essência verdadeira que possuem.

  33. LETICIA BRAGANÇA SRA.MASTROIANNI

    Concordo plenamente, como mãe e professora que já teve contato desde a Ed. Infantil até a EJA…meu filho leu aos 4 anos, por vocação própria e incentivo da escola. Jamais por uma imposição.
    Só penso que a escrita não existe para fabricar a fala, até porque uma independe da outra, embora depois de certo tempo, caminhem juntas.
    A escola tem que andar mais devagar, no tempo das crianças, voltar ao primitivo, às sensações, pisar na terra, observar a natureza, o humano. Tanta tecnologia é necessária?! É inegável a habilidade das gerações mais teve tês em relação à ela, mas chegará um ponto que será necessário voltar ao humano, natural…e acho que o momento é agora, pra que eles saibam a essência verdadeira que possuem.

  34. Pat

    Concordo plenamente desta sua reflexão. Quase cai nesta "armadilha" da culpa ser do meu filho. Não dar conta dos fonemas da família silábica aos 5 anos de idade. Indicação, ir ao fono. Tu foi? Nem eu!!! Eu hein. Estava minando a autoestima dele. Segui minha intuição, procurei uma psicopedagoga fora da escola, que ao olhar trabalhinhos dele da escola e analisá-lo, nos falou exatamente como você: Esta criança precisa de mais trabalhinhos de coordenação motora fina. Naturalmente a curiosidade em escrever vai surgir lá pelos 6 anos para enfim se ALFABETIZAR na ALFABETIZAÇÃO, como o próprio nome diz.

    1. Unknown

      Gla Heil ate um instante atrás pensei q só meu filho q esta passando por tudo isso, ele tem 5 anos e já está no 1 ano!!e p falar a verdade ele tem dificuldade p escrever ainda! A prof do pré II (2016) dele chegou a falar q ele esta atrasado comparando c outros coleguinhas de turma! Ate então comecei a me preocupar c ele, mas depois desse texto me senti aliviada!!

  35. Unknown

    Perfeito…perfeito! Concordo com absolutamente tudo que você escreveu, do início ao fim. É exatamente isso que penso. Meus gêmeos farão 5 anos em janeiro e ano que vem começarão no pré. E tô super tranquila, tudo ao seu tempo, terão a viiida toda pra estudar. Não deixam mais as crianças serem crianças, tá loco…rsrs

  36. Luciana Santiago

    Concordo plenamente com tudo que foi dito tenho 2 filhas uma de 2 e uma de 3 ano que vem a de 3 tem que ir pra escola mas eu bem que queria que ela fosse so com 6 anos mais agora vai ser lei né antes entrávamos para escola com 6anos e nem por isso somos menos que outros que na mesma época foi mais novo pra escola isto é absurdo.

    1. Elisa Grec

      Luciana, tenho uma filha que vai fazer 6 e uma de 4. A de 6 foi ora escola somente esse ano. Eu não quis por anyes também. A de 4 só vai com 6 também. E eu quero vwr chegar conselho tutelar ou qualquer pessoa e me obrigar. O que não pode é a criança não irnpra escola por negligência. No meu caso, como professora, eu sempre estimulei o desenvolvimento delas de acordo com oa interesses e maturidade. Além disso eu as levo ao parque, monto quebra cabeça, brinco de bonecas, assisto desenhos, e até ensino as letras, números, ciências, de acordo com o qie elas manifestam de interesse.

    2. Ana Correa

      Lei? A lei é com 6,no entanto, a Educação Infantil é importante sim para a criança,com certeza fará mta diferença para que ela faça um bom 1o ano, no entanto, ela não é o momento de alfabetizar a criança, mas sim de desenvolver outras habilidades tão importantes para a aquisição da leitura e escrita.

  37. Daline Carla

    Muito verdade… Estamos roubando a infância de nossas crianças e inserindo-as nesse contexto louco em que vivemos cada dia mais cedo. Meu filho tem apenas 5 anos e não vai prestar vestibular ano que vem!

    1. professor.otavio

      Daline, as crianças não aprendem para o vestibular. Elas aprendem para a vida, e para aguçar a curiosidade. Crianças de até 8 anos são muito curiosas e saber ler as ajudar a ter uma infância melhor ou mais rica. A leitura proporciona experiências que na adolescência não serão interessantes, mas hoje sim, são. Acho que privar uma criança de aprender a ler desde logo é roubar a vida toda, e tornar o vestibular (um mal) um fardo.

    2. Jaqueline Verdam

      Quase sempre a tentativa desastrada de inserir a escrita para crianças antes da hora em que ela está preparada é que causa essa aversão quando se chega a adolescência.
      Se a escrita e a leitura forem introduzidas no tempo certo, da maneira certa, mesma na adolescência, a criança tem muito mais chance de se tornar um bom e leitor.

    3. Elas por Elas

      Exatamente isso, com 6 anos a criança poderá aprender a ler e escrever, mas antes disso, qual fundamento? O fundamental 1 está pra ensinar a ler e escrever, então pra que antecipar?

    4. Sabrina Silva

      Tenho que discordar de você. Primeiro porque você está generalizando e isso limita. Conheço crianças que estudam em uma escola construtivista e que recebem desde o maternal 1 todo estimulo motor possível dentro de uma escola e fora dela. Esses alunos não são alfabetizados. Eles se alfabetizam cada um no seu tempo, de acordo com a sua maturidade. Em uma mesma turma tem alunos de 4 que já conseguem ler e escrever e alunos de 5 que ainda não se intetessam por nada disso e são respeitados, já que ainda têm tempo pra alfabetização. Eles tem contato com o inglês desde o maternal 1 de forma lúdica, estimulando a criatividade, a imaginação e também o motor. Ao contrário do que você diz, a criança mão precisa deixar de brincar para ser estimulada a aprender, se quiserem e o que quiserem aprender… Você mesma se limitou tanto no seu texto. Poderia ter escrito os prós e contras. Quase tudo nessa vida tem prós e contras, mas você se limitou quando generalizou, quando precisou usar argumentos contra a opção de estimular a alfabetização desde a educação infantil para fazer valer a opção de não estimular.

    5. Elisa Grec

      Perfeito Jaqueline! Também acho isso. A criança não consegue muotas vezes e encara como um castigo parar de brincar (e se desenvolver) e depois a mãe não entende porque a criança toma aversão por estudar. Minha filha acabou de entrar no 1o ano e eu Nunca a forcei a ler e escrever. Ela sempre perguntava as letras e eu respondia a medida do interesse dela. Apenas. Hoje ela ama ir pra escola

    6. Aline

      Professor Otávio, nem de longe o fato de crianças não saberem ler é empecilho para uma infância rica. É só manter em casa e na escola o incentivo a leitura e a contação de histórias.

    7. Lisandra Padilha Ribeiro

      Minha filha hoje tem 16 anos e está no 3 ano do ensino medio, com 5 ela lia tudo que caia na sua frente e até hoje é uma leitora ávida. Nunca forçamos ela a nada, mas também não a travei, deixei ela seguir a vontade, deixou de brincar de fazer todas as coisas que uma criança faz em todas as fazes da vida dela. Mas concordo que não se deve forçar e nem pular etapas de nossos pequenos, pois só se criança uma vez na vida.

    8. Lisandra Padilha Ribeiro

      Minha filha tem 16 anos, é uma leitora ávida, adora ler, e com 5 anos já lia com desenvoltura. Nunca a forçados, mas também nunca a travei, ela foi uma criança normal, passou por todas as fases, brincou muito. E mesmo lendo e escrevendo sedo ela era considerada a mais infantil da turma, e sempre apoiei que ela tinha que brincar de boneca se ela queria, pois a idade dela conduzia com isso. E ela hoje é uma adolescente normal, estuda, lê muito, sai com amigos, paquera. Acho que não existe uma receita pro ta, devemos deixar que eles cresçam sem pular etapas, sem serem forçados, mas tendo o direito de serem crianças.

    9. Helena Almeida

      Interessante!!Prque serà que as criancas,antigamente, só iam a escola a partir dos 7anos????..Hem??? Sera porque brincar muito…fazer arte….visitar a familia..interagir com os priminhos….brincar de roda….cantar…se divertir inventado bricadeiras fazia parte da didatica de nossa Infância? Nossa!!o tempo BOM…..e nem por isso deixei de ser um adulto normal!!!!Incrivel né??

    10. Priscila Takaki

      Cada criança tem seu tempo… Meu filho tem 4anos e pegou uma revista de atividades que ganhou p pintar e perguntou o que eram aqueles "escritos", expliquei que eram números e que tinha linhas pontilhadas para ele aprender a escrever um dia, mas ele já começou a fazer e pede cada dia mais…. Vou dizer não??????

    11. elizete amorim

      Se a criança não está alfabetizada nesta fase não significa que ela estará privada das experiências que a leitura pode proporcionar. Que tal ler para sua criança???? E existem várias maneiras de ler o mundo, e antes da alfabetização a criança adianta um modo próprio de ler o mundo, não necessariamente tendo que ser letrada.

    12. Unknown

      Na verdade professor Otávio o que é importante para a criança até 6 anos em é relação à escrita é que contem histórias e apresentem boa literatura infantil. A infância plenamente rica é a da brincadeira, do lúdico e da interação com outras crianças.

    13. Mulher Sóbria

      Aprendi a ler e escrever aos 4 anos. Terminei a escola com 16 (precisei passar quase 2 anos esperando ter a idade mínima pra entrar na primeira série).
      Sou professora. A fase em que mais li foi na adolescência (até porque tinha bem mais tempo livre que hoje).
      Ao contrário da sua teoria, quanto mais leio, mais gosto de ler. E com certeza vou querer ensinar meu filho a ler bem cedo também pra que ele consiga compreender bem outras matérias (matemática, ciências…) ou capacidades que na 1a, 2a ou 3a série muitos alunos acabam não aprendendo por não ter domínio sobre a leitura.

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