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Filhos e religiões

Caio: Mãe, vou ser macumbeiro. Preciso de 2 galinhas e 1 farofa. (Me segurei pra não rir.)
Eu: Onde vc ouviu isso, Caio?
Caio: Ah, sei lá. Mãe, o que é macumba? (Ele não tinha ideia do que estava falando…)
Eu: É um tipo de religião. (Eu não sabia explicar bem. Fiquei na dúvida se falava sobre o termo ser pejorativo e tal… Ele me pegou de surpresa!)
Caio: E qual é a minha religião?
Eu: Você vai escolher quando ficar grande. Ou… Pode escolher não ter uma. 
Caio: Tá. Vou ser judeu. (Todo decidido.)
Eu: Você sabe alguma coisa sobre os judeus, Caio?
Caio: Só sei que um monte de judeu morreu nas guerras de antigamente. (Até que ele tá sabendo das coisas…)
Uma bela deixa para conversar sobre intolerância e diferenças religiosas, étnicas e muito mais! É claro que cada um cria seu filho de acordo com suas ideias e seus princípios, mas eu quero muito que Caio tenha acesso a ideias e hábitos diferentes dos nossos. Quero que ele possa comparar, analisar, questionar e, quem sabe, se decidir (ou não!). Até porque eu acho que seria muito autoritário da minha parte mostrar ao meu filho somente uma realidade. Criar a ideia de propriedade da verdade nunca foi minha intenção. Principalmente porque essa ilusão de propriedade da verdade é que origina intolerância e desrespeito. Não quero nunca que meu filho olhe o outro como um estranho e com desconfiança. Desejo que ele aprenda a conviver e respeitar as diferenças.

Comentários

comments

24 comments
  1. Andreia Vieira

    Por conta disso que parei de frequentar igrejas… muito bitoladas… fico com Deus no meu coração, acredito que Jesus morreu por nós e só. Acabei ficando meio paranóica na igreja… a muitas pessoas falta equilíbrio e na igreja é onde vemos muito isso atualmente…

  2. Karine

    é isso aê!!! liberdade de escolher, de ir e de vir! não tenho religião (aliás, a minha é acreditar no bem e fazê-lo a quem o necessita) e é super legal saber que você deixará seu filho livre para escolher o que bem prefira!

  3. Sarah

    Olá Dany! Sou nova por aqui, cheguei pelo blog da Paloma (Peripécias de Cecília). Gostei muito do blog, o Caio é um fofo e realmente muito esperto!
    Esse post é ótimo, rende uma boa reflexão. Sou católica e meu marido ateu, por isso nosso filhote não foi batizado. Até pretendo ensinar alguns conceitos e orações a ele, mas sem imposições (por isso não o batizamos, por ex). Concordo que mostrar as diferentes opções e realidades permitem escolhas mais conscientes. Religião é um assunto complicado, mas a base dela, o amor, pode ser ensinada sem necessariamente impor rótulos.
    Te linkei para voltar mais vezes, ok?
    um beijo!
    Sarah
    http://maedobento.blogspot.com/

  4. Bia Mello

    Oi Dany,
    Tenho minhas conviccoes religiosas hoje baseadas em muita busca enquanto ainda era uma crianca…Questionamentos sempre rondaram minha cabeca e quando encontrei "a verdade" estava certa de que este é o melhor caminho.

    Por isso gostei do seu post, é dificil falar sobre isso, mas uma hora pinta estas perguntas, ne? (adorei a historia das galinhas e farofa!rs)

    Quero ensinar o Victor sobre aquilo que acredito, porem quero que ele compreenda que, acima de tudo, o respeito ao próximo é a maior "religiao" que um homem pode ter.
    Bjs,

  5. Bianca

    Bom, eu sou evangélica e vou fazer questão que a Ju freqüente a salinha das crianças e aprenda as histórias bbíblicas.

    Mas quero, também, que ela, como eu, respeite todas as religiões e pessoas de religiões diferentes porque não é isso que faz uma pessoa…..

    Aceito que você não influencie, mas cada um é cada um….. Eu vou tentar direcionar, mas não é por isso, também que ela vai ser da mesma religião que a minha.

    Não é o mesmo com times de futebol?! Rsrsrsrsrsrrs

    Ah, te linkei no meu blog.

    Beijos

  6. Izabelle Costa

    Dany, amo o Caio! Ele é curioso e não tem receio de expor o que pensa a você. Isso é uma conquista sua e dele. Muito importante. Admiro muito como você conduz a educação do pequeno.
    Mil beijos
    ( Ah! Não dá a galinha e a farofa não, ele vai fazer bagunça kkkkkkkkk)

  7. Sílvia Renata

    Verdade… temos que mostrar o mundo como ele é, as duas faces (claro tudo a seu tempo ne) e darmos a liberdade da escolha, e o carater de não preconceituar…
    Bjs

  8. Re

    Dany, muito legal a sua posiçao e impressionante como o Caio eh inteligente. Parabens. Agora qto ao post da mentirinha, relaxa, minha mae fazia o mesmo..comi pato achando que era frango e bolo de cenoura achando que era bolo de ovo da galinha da fazenda (aqueles que tem a gema beeeem amarela), rs. Bjs

  9. Ivana Millán

    Hahahaha.. Caio sempre surpreendendo! 😀
    Adorei a deixa, Dany. É verdade, foi um ótimo começo para abordar a tolerância e o respeito às questões religiosas, às escolhas em geral.

    Este fim de ano me decepcionei muito vendo que depois de anos as pessoas que eu revi continuavam intolerantes e loucas como sempre. Esse tipo de gente não evolui, não segue nem mesmo seus preceitos religiosos, pois não não ama o próximo como a si mesmo. Triste.

    Beijos!

  10. Pam Salzgeber

    OI Dany
    Primeiro quero desejar um feliz ano novo, que seu planos e sonhos se realizem e vc seja tão feliz quanto foi em 2010, que as bençãos de Deus sejam derramadas em sua vida e em sua família.

    Desculpe a minha ausência, mas quero que saiba que sempre passo por aqui pra ver como vc está, te admiro muito viu.

    Vi que fica triste em época de Natal por causa das pessoas que se foram, também vi que é uma super mamãe pinóquio , tudo por amor ao pequeno Caio rsrs, adorei sua retrospectiva, 2011 será ainda melhor.
    O Caio cada vez mais fofo, e vc uma super mãe, pretendo aprender ainda mais com vc no quesito educação de filhos, achei demais essa maneira de vc abordar religião com o pequeno.

    Saudades de seus coments, se bem que eu quase nem tenho feito posts né! rsrs

    Enfim um ano novo maravilhoso e que venha muitos posts pra nós.

    Beijão

  11. Cynthia Lanzetti

    Dani, parabéns pelo post e por sua posição como mãe. Sou atéia, depois de muita reflexão e estudo. Infelizmente meus pais não pensavam como você e passei minha infância e adolescência na igreja. Pouco viajei ou me diverti por todo fim de semana tinha compromisso.
    É muito bom ver uma mãe que não impoe esse tipo de decisão. Infelizmente as crianças não tem escolha e no futuro podem ficam revoltadas. Minha irmã deu muito trabalho aos meus pais. Ela nunca queria ir à igreja e, por isso, a família toda achava que ela tinha algum problema. Foi muito difícil para ela. Eu sempre fui mais submissa e só consegui minha liberdade de pensamento depois que casei.

    Você é uma ótima mãe, com instrução e que pensa na formação de caráter do seu filho. Assim, não importa a decisão dele no futuro, ele respeitará todas as diferenças.

  12. Glauciana Nunes

    Dany,

    Gostei muito da forma como você abordou o tema. É isso aí: cada um escolhe aquilo que se adapta melhor, que acredita mais e que faz mais sentido.

    E nós, como pais e mães, ajudantes de formadores dos nossos filhos, temos o dever de ir lhes mostrando os caminhos, para que – no futuro – ele tenha algo para acreditar.

    Particularmente, acho muito saudável ter uma crença, acreditar em algo maior, em Deus. Isso nos dá mais força pra seguir a vida.

    Parabéns e um beijão!

  13. Cris Guimarães

    Crianças devem ter contato com a diversidade. Impôr uma religião seria cercear seu direito de escolha. Ela deve conhecer a história e a filosofia da humanidade, e, caso queira no futuro, seguir (ou não) alguma religião, quando tiver maturidade para escolher. Podemos passar valores como respeito, tolerância e amor sem sequer citar qualquer deus ou entidade.

  14. O Caio é muito esperto,uma figura hein.Vc tá certo de não impor nada com o tempo ele decidirá oque será melhor para ele,falar de Deus acho que não teria problema algum,ter Deus no coração não faz mal a ninguem.Bjus

  15. Casamento feliz

    Dan , seu filhote é muito esperto !!! ele fala cada uma né?

    Acho que vc está certa na questão de não impor nenhuma religião a ele, acho que o legal seria vc ter falado sobre Jesus , sobre Deus , afinal o que mais importa em todas as religiões é te-lo no coração , saber que Ele existe , nos ama , morreu na cruz para nos salvar e está sempre ao nosso lado . Acho que o Caio sabendo isso é o mais importante

    Beijaoooooo

  16. Mamãe Cláudia

    Adorei essa do Caio…
    risos….
    Sou evangélica, mas não sou neurótica. Acredito que qualquer religião é boa, desde que pregue o amor e o respeito ao próximo.
    bjs

  17. Nine

    Oi Dany! Concordo com você. Também quero muito que a Ísis seja capaz de tomar suas próprias decisões quando chegar a hora.

    Acrescentaria apenas que, enquanto essa hora não chega, sou a responsável pela formação dela, inclusive a religiosa, ou se for o caso, a falta de religiosidade. Quando falo de religião não quero dizer católica, evagélica, umbandista, espírita, mas sim a formação mais voltada para a alma/espírito/ka/corpo mental, ou seja lá como cada um chama o seu "eu".

    No meu caso, tenho crenças espiritualistas que mais de associam ao espiritismo, que muitos chamam de kardecista, mas confesso que sou meio de nariz virado com congregações religiosas. Gosto de deixar meu espírito livre e detesto fascinação.

    Essa é a idéia que eu vou passar para minha filha, pois acredito que religião/religiosidade, quando usada com moderação, ajuda e muito na formação do caráter e na noção de moralidade, além de respeito às diferenças, por mais que isso possa parecer sem sentido nos dias de hoje.

    Beijos,
    Nine

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