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Maternidade é tirar seu ego do centro.

A entrevista da Maria Mariana causou a maior polêmica!
Que bom né?
Quando pisam no teu calo é que você começa a pensar a respeito das suas atitudes, principalmente em relação à maternidade.

Vou pegar alguns trechos da entrevista e vou comentar.

Isso vem também do fato de eu adorar ser mãe. Mas a maternidade está em baixa.

Sim! A maternidade está em baixa. As mães hoje em dia delegam esse importante papel a outras pessoas: babás, avós, tias da creche, etc. Ser mãe não é ficar o dia todo fora, chegar em casa e dar um presentinho que comprou pra criança pra compensar a sua ausência. Mãe tem que estar presente para corrigir, disciplinar, insistir, educar, elogiar, abraçar e jogar Cara a Cara. 🙂

Eu decidi parar todas as minhas atividades para ter filhos e cuidar deles. Quando pequeno, o filho precisa de atenção especial e exclusiva. É nesse período que se formam a base do que ele será, o caráter, os valores. Depois, é difícil consertar.

Acho lindo isso. Acho lindo ter coragem de parar de trabalhar ou diminuir sua carga horária para ser mãe. Eu sei que muitos vão me criticar dizendo que muitas mães PRECISAM trabalhar. Bom, convivo com outras mães que trabalham MUITO e vivem chorando pelos cantos porque não têm tempo para os filhos. Peraí! Essas mães trabalham pra ostentar um carrão, uma bolsa da Victor Hugo e por aí vai. Não vejo a necessidade de se trabalhar tanto a ponto de não ter tempo para assumir o mais importante papel: ser mãe.

Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece. É importante e simplifica a vida. Vejo muitas mulheres com preocupações estéticas, se o peito vai cair, se vai ficar alguma cicatriz se o peito rachar. Aí o leite não vem.

Concordo! Tem que amamentar sim! Essa balela de que o leite não vem, comigo não cola. A criança precisa sugar pra o leite aparecer. É chato ficar acordada de madruga com o peite pra fora amamentando? É, mas não há nada melhor que você olhar pra aquela carinha feliz depois de mamar. Além disso, a amamentação é essencial para a criação do laço mamãe-bebê.
Juro. Só sendo mãe e ter amamentado pra entender isso.

Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.

Concordo que essa frase pode ter muitas interpretações, mas a Maria Mariana é super mãezona e eu entendi o que ela quis dizer. Não é o fato de você comprar roupinhas ou marcar cesárea que te faz menos mãe (sim, eu acredito que haja mães melhores que as outras), mas sim o fato de você ignorar tantos outros afazeres de mãe, como ler sobre amamentação, preparar-se fisicamente e mentalmente. Bom, eu entendi assim: você pode comprar roupinhas e marcar a cesárea, mas há muitas outras coisas. Ser mãe não é só isso.

Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes.

Concordo plenamente!!! Por que será que a mulher tem 4 meses de licença maternidade e o homem, 3 ou 4 dias? Porque são papéis diferentes. A mulher TEM que amamentar. Então tá: a coitada da mãe não quer amamentar porque o peitinho tá doendo. Então, depois de 1 mês, volte a trabalhar! Né não?
Gente, quem me conhece sabe que eu sou a pessoa mais fresca do mundo: tenho medo de injeção, quase morro pra tirar sangue, qualquer dorzinha já faço maior drama, já fui pro hospital e não deixei a enfermeira botar soro, tenho medo de dentista, mas quando amamentei, eu fui a pessoa mais forte do mundo! Meu seio sangrou, rachou, ficou enorme, doendo… Mas eu amamentei e foi a melhor coisa que eu fiz pelo meu filho.

Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização.

E não é! Quando o bebezinho está muito pequenininho, a mãe tem que se dedicar tempo integral. Outro dia, li num jornalzinho sobre uma mulher que mesmo na licença maternidade trabalhava de casa por e-mail ou por telefone, super dedicada à empresa. A primeira coisa que falei pro meu marido foi: Ridículo!!! E o jornalzinho ainda considerava este fato um ponto positivo. Fala sério. É melhor não ter filho. Eu acho que é preciso optar: trabalhar feito uma louca ou ser mãe. As duas funções não entram na minha cabeça. Aí vocês vão dizer: “ah, mas fulana é bem sucedida e é ótima mãe”. O que você considera ser ótima mãe? Depende. Essa mãe tempo de ensinar o dever ao filho? Essa pessoa sabe o que o filho comeu no almoço? Parou pra perceber pequenas coisas do desenvolvimento da criança? Assina a agenda da escola todo dia? Sabe o que o filho está aprendendo no momento? Sabe que tipo de desenho o filho assiste? Bom, essas pequenas coisas que fazem de alguém uma boa mãe pra mim. Ter uma babá que anota tudo e no final do dia a mãe lê o relatório, pelo menos pra mim, isso não é ser maternal; é ser gerente da babá que cuida de uma criança, que por acaso é seu filho.

O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Maternidade é tirar seu ego do centro.

Sim. É hora de você pensar no seu filho e não só em você. Você é uma ótima profissional? Ótimo. Agora vai ser uma ótima mãe! E é por isso que eu digo: ser mãe não é pra qualquer uma!

6 comments
  1. Eu Mesma....

    Dany que lindo teu lay novo,adorei.Eu li essa reportagem e concordo qdo vc diz ser Mãe não é para qualquer uma.Voltei e já atualizei o blog.tenha um otimo findi.

  2. dany

    Olha que coincidência:

    Hoje no trabalho uma amiga grávida falou que estava cansada. E está mesmo! Ela já está com um barrigão lindo!
    Daí uma outra amiga muito sábia falou: “Mas vc aguenta! Somos feitas pra isso.”

    E não somos?

    É natural (faz parte da nossa natureza) engravidar, ficar com aquele barrigão e AMAMENTAR!

  3. dany

    Ivana, eu sou da opinião que você tem que ser bom naquilo que vc escolhe fazer e se vc escolheu ser mãe, vc tem que ser uma boa mãe! Boa não, ÓTIMA! A gente vê tantos jovens sem direção, fazendo um monte de bobagens. Jovens pobres, jovens ricos. Independente da classe social, pra mim, isso é falta de família.

  4. Ivana Millán

    Ai, Dany… não sabe que emocionante foi esse post..

    Concordo muito com vc e com a Maria Mariana! Sempre tive como tema de prioridade na minha cabeça ter uma profissão que me permitisse fazer tudo. Concordo que não é fácil, porque no meu caso, professora e tradutora, há meses que não temos muita grana e que não estamos na direção das coisas, que dependemos do marido, que economizamos, e há meses que nos damos luxo de sofá de couro e mesa de caobá. Mas não é disso que se trata ser casados? e ser família? de que me serviria – me pergunto – ter um trabalho de 10 horas diárias, em que eu não estaria na minha casa e não pudesse dar atenção aos meus filhos? Simplesmente não teria filhos.
    Mas, ao contrário, quero engravidar pela primeira vez ano que vem e não quero delegar responsabilidades que são MINHAS a mais ninguém… Todos os casos que conheço de filhos maravilhosos são fruto de uma criação PRESENTE. E eu quero ser essa mãe. Como vc é também, aposto.

    Beijos, liiiindo post, vc realmente abriu a alma.

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